“Não! Obrigado”
O que queres que eu faça?
Que desista?
Que eu entregue a luta, assim, de graça?
Correr, ir para longe, fugir, me esconder?
Deixar o inimigo vencer?
Não! Obrigado.
Negar a esperança, viver e mentir?
Negar-me o direito de poder sorrir?
Deixar o inimigo me derrubar?
Roubar a minha alegria, me enganar?
Não! Obrigado.
Deixar de lutar?
Me condenar?
Entregar os pontos, Recuar?
Me aprisionar, permitir tudo isso?
Dizer: Eu desisto! Não! Obrigado.
E abaixar a cabeça?
Dizer para mim mesmo: Esqueça?
Ter que engolir a seco as afrontas de outros?
Suportar a mentira que salta dos lábios de todos?
Não! Obrigado. Não. Obrigado. Não! Obrigado.
Porem, sorrir, cantar, tocar, ter liberdade e força.
Por um sim por um não, não me abater à toa.
Entoar cânticos de alegria, agradecer aos céus todos os dias.
Mesmo abatido, irei sorrir.
Não um sorriso forçado, mas um sorriso que salte aos lábios.
E jamais desistirei e lutarei com todas as forças.
Mesmo que o inimigo contra isso torça.
E eu sempre irei a dizer a todos eles: Não obrigado!
(Celso Rossatto)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
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