terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Não! Obrigado...

“Não! Obrigado”

O que queres que eu faça?

Que desista?

Que eu entregue a luta, assim, de graça?

Correr, ir para longe, fugir, me esconder?

Deixar o inimigo vencer?

Não! Obrigado.

Negar a esperança, viver e mentir?

Negar-me o direito de poder sorrir?

Deixar o inimigo me derrubar?

Roubar a minha alegria, me enganar?

Não! Obrigado.

Deixar de lutar?

Me condenar?

Entregar os pontos, Recuar?

Me aprisionar, permitir tudo isso?

Dizer: Eu desisto! Não! Obrigado.

E abaixar a cabeça?

Dizer para mim mesmo: Esqueça?

Ter que engolir a seco as afrontas de outros?

Suportar a mentira que salta dos lábios de todos?

Não! Obrigado. Não. Obrigado. Não! Obrigado.

Porem, sorrir, cantar, tocar, ter liberdade e força.

Por um sim por um não, não me abater à toa.

Entoar cânticos de alegria, agradecer aos céus todos os dias.

Mesmo abatido, irei sorrir.

Não um sorriso forçado, mas um sorriso que salte aos lábios.

E jamais desistirei e lutarei com todas as forças.

Mesmo que o inimigo contra isso torça.

E eu sempre irei a dizer a todos eles: Não obrigado!

(Celso Rossatto)

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